Conheça abelhas nativas do Brasil e uma das mais famosas do mundo
Quando se fala em abelha, a primeira imagem costuma ser a de um inseto que pica. Mas a realidade é bem mais variada: só no Brasil há mais de 300 espécies, e a maior parte delas nem sequer possui ferrão. Essas abelhas têm papel decisivo na polinização das plantas e, por consequência, no equilíbrio dos ecossistemas e na produção de alimentos.
Neste artigo, apresentamos quatro espécies, com suas características e algumas curiosidades. Conhecer melhor esses insetos ajuda a entender por que eles merecem ser preservados — inclusive quando aparecem perto de casa, em Jundiaí e região.
Tiúba (Melipona compressipes)

A tiúba faz parte do gênero Melipona, grupo de abelhas que responde pela polinização de cerca de 30% das plantas da Caatinga e do Pantanal e de até 90% das plantas da Mata Atlântica. Isso dá uma ideia do impacto que o desaparecimento dessas abelhas poderia causar na fauna e na flora.
Querida pelas comunidades onde vive, a tiúba produz um mel menos doce, bastante apreciado, ao qual se atribuem propriedades curativas no tratamento de feridas. Fisicamente, tem a cabeça preta com aspecto aveludado e o tórax escuro com listras acinzentadas.
Mandaçaia (Melipona quadrifasciata)

A mandaçaia mede entre 10 e 11 mm, tem corpo e cabeça pretos, faixas amarelas ao longo do abdômen e asas em tom ferrugem. Integrante do grupo Meliponini, é mais tolerante ao frio que outras abelhas nativas, o que permite sua presença desde São Paulo até os estados do Sul, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Seus ninhos ficam em ocos de árvores e têm uma entrada feita de barro, bem estreita, que deixa passar apenas uma abelha por vez. Lá dentro, a colônia armazena boa quantidade de mel.
Abelha-europeia (Apis mellifera)

Também chamada de abelha melífera ocidental, abelha-comum, abelha-do-reino ou abelha-alemã, a Apis mellifera é uma das maiores produtoras de mel do planeta e tem enorme peso na indústria de alimentos. Está amplamente distribuída pela Europa, Ásia e África e se adapta a ambientes muito diferentes, de savanas a regiões montanhosas e litorâneas.
Mede entre 12 e 13 mm, tem pelos no tórax, língua curta e poucas faixas amarelas. Diferentemente das nativas citadas aqui, possui ferrão e tem fama de irritadiça; suas picadas podem ser fatais, por isso exige cuidado redobrado.
Jandaíra (Melipona subnitida)

Endêmica do Nordeste brasileiro, a jandaíra é reconhecida como importante polinizadora, com atuação associada à Caatinga, ao Pantanal e a parte da Mata Atlântica. Como é dócil e não tem ferrão, pode ser criada até em jardins, sem necessidade de equipamentos de proteção.
Uma particularidade é que ela poliniza apenas plantas nativas. O mel de jandaíra é muito procurado justamente pelas propriedades curativas atribuídas a ele, e cada enxame pode produzir até um litro e meio por ano.
Abelhas perto de casa: como agir
Encontrar um enxame no telhado, no muro ou em uma árvore do quintal pode assustar, mas a recomendação é não tentar removê-lo por conta própria nem usar fogo ou produtos improvisados. Além do risco de picadas — especialmente no caso da Apis mellifera —, as abelhas são fundamentais para o meio ambiente.
- mantenha crianças e animais afastados do local;
- evite barulho, movimentos bruscos e batidas perto do enxame;
- não feche a entrada da colônia;
- busque orientação especializada para avaliar a melhor solução.
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