Quando se fala em "rato que voa", muita gente pensa logo no morcego. Mas o apelido de "rato com asas" costuma ir para outra ave bem mais presente no nosso dia a dia: o pombo. Existem mais de 50 espécies de pombos espalhadas pelo planeta, porém a mais conhecida — justamente por estar em todo canto das cidades — é o pombo-doméstico, Columba livia. Ele se adaptou a praticamente qualquer tipo de construção urbana, de telhados e beirais a marquises, galpões e torres.
Por que os pombos se deram tão bem nas cidades
A dieta dos pombos é baseada em grãos e sementes. Por isso, acredita-se que a convivência tão próxima com os seres humanos se intensificou por causa de falhas no transporte e na armazenagem de grãos, no manejo das lavouras e no descarte de resíduos. Onde sobra comida, sobra pombo.
A reprodução dessas aves acompanha a oferta de alimento. Nos centros urbanos, elas se reproduzem durante o ano inteiro, com pausa apenas no período de troca das penas, que acontece antes do inverno. A adaptação dos chamados "pombos de rua" foi rápida por três motivos principais: abrigo fácil, falta de predadores naturais e comida à disposição.
Um risco para a saúde
Apesar da imagem simpática em praças e parques, o pombo é considerado uma praga urbana. Ele frequenta praças públicas, indústrias, silos, armazéns e praticamente qualquer lugar onde encontre abrigo e alimento. Essas aves podem estar contaminadas e transmitir diversas doenças, como salmonelose, clamidiose, criptococose, toxoplasmose e histoplasmose, entre outras. Fezes acumuladas em forros, calhas e áreas de circulação também sujam e danificam estruturas.
Em empresas que lidam com alimentos, a presença de pombos é ainda mais preocupante, já que pode comprometer a qualidade dos produtos e trazer problemas em auditorias e fiscalizações.
Por que espantar os pombos não resolve
O manejo de pombos só tem resultado quando as condições que atraem as aves são eliminadas. Se os locais de abrigo, as fontes de água e a comida continuarem disponíveis, as aves voltam — e não há controle que se sustente. Por isso, o trabalho envolve analisar o imóvel, identificar onde as aves pousam e fazem ninhos e corrigir esses pontos de forma planejada.
Algumas atitudes ajudam desde já: não alimentar os pombos, não deixar restos de comida e ração expostos, manter o lixo bem fechado e verificar vãos, beirais e aberturas que possam servir de abrigo.
Manejo profissional de pombos
Em indústrias, empresas, comércios e residências, o manejo de pombos deve ser feito por empresas especializadas, como a Detecta, que soma 35 anos de experiência da rede no controle e manejo de pragas urbanas. A unidade Jundiaí atende a cidade e a região, incluindo Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Louveira e Cajamar.
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