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PULGAS

Pulgas mais comuns no Brasil: espécies, riscos e controle

16 de julho de 2022Atualizado em 26 de outubro de 2026Por Equipe Detecta5 min de leitura
Capa do artigo sobre pulgas mais comuns no Brasil.

Coceira constante no cachorro, picadas nos tornozelos depois de passar pelo quintal, pequenos pontos escuros pulando no tapete: as pulgas estão entre as pragas mais comuns nas casas brasileiras, sobretudo onde há animais de estimação. No Brasil, a transmissão de doenças por pulgas é rara, mas não impossível. O que mais preocupa no dia a dia é o desconforto que as picadas causam em pessoas e pets.

Existem muitas espécies, porém a maioria tem entre 2 e 3 mm e coloração avermelhada ou castanha. A seguir, mostramos as quatro mais relevantes e explicamos por que o problema não se limita a quem tem cão ou gato — informação útil para quem mora em Jundiaí e região.

Principais espécies de pulgas

Pulga-do-gato (Ctenocephalides felis)

Pulga-do-gato (Ctenocephalides felis)

Como reconhecer

  • Não tem asas e mede de 2 a 3 mm.
  • Corpo achatado nas laterais.
  • Pernas longas, que permitem saltos.
  • Cerdas rígidas na parte de trás da cabeça e no pronoto, característica que a diferencia da maioria das pulgas de pets.

Ciclo de vida

  • Passa por quatro fases — ovo, larva, pupa e adulto —, que somadas podem durar de duas semanas a oito meses. Os ovos são pequenos e brancos.
  • O adulto percebe vibrações de movimento, pressão, calor, ruído e dióxido de carbono, sinais de que há um hospedeiro por perto.
  • Não consegue completar o ciclo alimentando-se apenas de sangue humano.

Comportamento

  • Muitas vezes só descobre se o hospedeiro é adequado depois de picar; se não for, vai embora.
  • Instala-se onde o animal costuma descansar, como a caminha do gato, e é ali que chega à fase adulta.

Pulga-do-cão (Ctenocephalides canis)

Pulga-do-cão (Ctenocephalides canis)

Como reconhecer

  • O adulto é preto-acastanhado e fica preto-avermelhado depois de se alimentar.
  • Mede de 3 a 4 mm.
  • A larva não tem pernas, é cor de creme e pode chegar a 5 mm.

Ciclo de vida

  • Também passa por ovo, larva, pupa e adulto.
  • As larvas, maiores que os adultos, comem sangue seco, fezes e resíduos orgânicos encontrados no ambiente infestado.
  • O corpo achatado facilita o movimento entre os pelos, e espinhos voltados para trás ajudam a pulga a se manter presa mesmo durante a escovação.

Comportamento

  • Alimenta-se do sangue de cães e gatos e, ocasionalmente, pica pessoas.
  • Transmite a tênia Dipylidium caninum, parasita de cães que também pode atingir o ser humano.
  • Salta cerca de 15 cm, o suficiente para passar de um animal para outro, e pode infestar o gramado do quintal.
  • Provoca coceira, vermelhidão, queda de pelo, infecções de pele e alergia à saliva da pulga.

Pulga-das-aves (Ceratophyllus gallinae)

Pulga-das-aves (Ceratophyllus gallinae)

Como reconhecer

  • Adultos geralmente acastanhados, de 1 a 8 mm.
  • Olhos e antenas visíveis, com aparelho bucal voltado para baixo e adaptado para perfurar a pele.
  • É a pulga mais comum em aves como galinhas.

Ciclo de vida

  • Vive pouco tempo em ambientes internos e apenas dentro de ninhos.
  • Reproduz-se na época de nidificação, quando aves adultas e filhotes garantem alimentação regular.

Comportamento

  • Quando as aves deixam o ninho, as pulgas precisam encontrar outro hospedeiro.
  • Se o ninho é reutilizado, novas pulgas emergem das pupas e o ciclo recomeça.
  • Pode se multiplicar rapidamente em galinheiros, aviários e criações.

Pulga-do-homem (Pulex irritans)

Pulga-do-homem (Pulex irritans)

Como reconhecer

  • Inseto sem asas, de cor preta a acastanhada, com 1 a 4 mm.
  • Possui uma probóscide longa e fina para perfurar a pele e sugar sangue.
  • Movimenta-se com saltos característicos.

Ciclo de vida

  • A fêmea coloca de 4 a 8 ovos após cada refeição e pode somar centenas ao longo da vida.
  • Os ovos, claros, ovais e com cerca de 0,5 mm, caem na cama ou no ninho do hospedeiro.
  • O adulto costuma surgir em uma ou duas semanas; em condições ruins, a fase de pupa pode durar até um ano.

Comportamento

  • Costuma picar pernas e tornozelos, muitas vezes duas ou três vezes em sequência. A picada é sentida na hora e o incômodo pode durar uma semana.
  • Por trocar de hospedeiro, representa risco de transmissão de doenças e é vetor da Yersinia pestis, causadora da peste.
  • Também pode ser encontrada em cães, ratazanas, porcos, veados e raposas.

Pulga não é problema só de quem tem pet

Existem cerca de três mil espécies de pulgas no mundo, e 59 delas ocorrem no Brasil. Apesar disso, ainda é comum acreditar que elas só aparecem por causa de cães e gatos — o que não é verdade.

As pulgas preferem mamíferos, incluindo o ser humano, mas atacam uma grande variedade de animais. A família Ceratophyllidae costuma parasitar roedores, como ratos de esgoto, enquanto a Ischnopsyllidae ataca morcegos. Marsupiais, cães, gatos e pessoas são alvo de famílias como Rhopalopsyllidae, Vermipsyllidae e Pulicidae. Aves — com destaque para os pombos — são parasitadas por Leptopsyllidae, e até insetos servem de hospedeiros para representantes de Hystrichopsyllidae.

Elas fazem mal à saúde por dois motivos: são ectoparasitas, ou seja, vivem do lado de fora do corpo do hospedeiro, e funcionam como vetores biológicos de bactérias, protozoários e vermes. Por isso, a presença de roedores ou pombos perto de casa também pode trazer pulgas.

Controle de pulgas em Jundiaí e região

Tratar apenas o animal raramente resolve, porque ovos, larvas e pupas ficam no ambiente. A Detecta, com 35 anos de experiência, faz o controle de pulgas em residências, condomínios e empresas de Jundiaí, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Itupeva e cidades vizinhas. Fale com a equipe pelo WhatsApp (11) 97334-4025 ou pelo e-mail contato@detectajundiai.com.br.

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