O escorpião é um sobrevivente nato. A maioria das espécies tem origem em regiões desérticas, onde a diferença entre o calor do dia e o frio da noite pode chegar a cerca de 40 °C — e eles se adaptaram muito bem a essas condições extremas. Ao chegar às cidades, encontraram abrigo, alimento e poucos predadores, o que favoreceu uma multiplicação acelerada. Não é exagero dizer que o Brasil vive hoje uma epidemia de escorpiões-amarelos, e quem mora em Jundiaí e região precisa estar atento.
Os números do Ministério da Saúde mostram o tamanho do problema: os acidentes com escorpiões praticamente quadruplicaram em dez anos, saltando de 40.287 registros em 2008 para 156.833 em 2018. A média atual é de 429 pessoas picadas por dia no país.
Nos períodos chuvosos, esses animais peçonhentos aparecem com mais frequência dentro de casas, comércios e indústrias, já que buscam locais secos para se abrigar.
Escorpião-amarelo: o mais comum e o mais perigoso
O escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) lidera a lista de riscos. É carnívoro e se alimenta principalmente de baratas e aranhas, mas consegue ficar muito tempo sem comer, o que torna difícil eliminá-lo apenas cortando sua fonte de alimento. É a espécie que mais causa acidentes graves no Brasil, inclusive com registros de mortes, sobretudo entre crianças.
Escorpião-marrom: menos famoso, mas também relevante
O escorpião-marrom (Tityus bahiensis) é menos conhecido do público. Mede cerca de 6 cm, tem o corpo bem escuro e as patas castanhas. Ele responde pelo maior número de acidentes com escorpiões nas áreas rurais — um ponto de atenção para chácaras, sítios e propriedades no entorno das cidades.
Onde os escorpiões se escondem e como evitar a entrada deles
O verão é a época de reprodução das principais espécies brasileiras. Com o calor, eles costumam ficar em terrenos baldios, matas e entulhos, mas acabam migrando para os imóveis vizinhos em busca de abrigo.
Os esconderijos preferidos são pilhas de material de construção, tubulações de esgoto, entulho, frestas e buracos nas paredes, além de caixas de passagem de fiação elétrica e de telefone. Manter quintais e áreas externas limpos e organizados já reduz bastante os pontos de abrigo.
Também vale fechar os caminhos de entrada: instale telas nas janelas e nos ralos e use rodos de vedação na parte de baixo das portas.
Já fiz tudo isso. O que mais posso fazer?
O próximo passo é a dedetização. Ao eliminar baratas e outras pragas que servem de alimento para os escorpiões, o ambiente fica muito menos atrativo para eles.
Atenção a um erro comum: aplicar inseticidas que não são específicos para esses aracnídeos. Em muitos casos, o produto apenas desaloja o escorpião do esconderijo sem controlá-lo, e ele acaba entrando justamente nas casas e empresas. Por isso, o controle deve ser feito por profissionais. E, em caso de picada, procure atendimento médico imediatamente.
A Detecta, com 35 anos de experiência da rede, orienta e executa o controle de escorpiões em Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Jarinu, Itupeva e região.
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