Abrir o guarda-roupa e encontrar aquele casaco favorito cheio de furinhos é uma das formas mais frustrantes de descobrir que há traças em casa. Embora não sejam consideradas um risco direto à saúde, elas são temidas pelo estrago que algumas espécies — e principalmente suas larvas — provocam em roupas, tecidos, peles, couro, tapetes, carpetes e diversos outros materiais.
O dano pode continuar por semanas depois que as larvas nascem e, quando é percebido, muitas vezes já está grande. Infestações pequenas podem ser contidas com inseticidas de uso doméstico, mas quando as traças já estão bem instaladas, o tratamento profissional é o mais indicado. Veja como reconhecer o problema e agir em Jundiaí e região.
Como saber se há traças no imóvel
Os furos nos tecidos costumam ser a primeira pista, mas não a única. Fique atento a:
- traças adultas que mais rastejam do que voam;
- pequenas larvas, parecidas com as de mosca;
- tubinhos ou casulos sedosos onde as larvas vivem;
- pupas, os casulos de seda dos quais as larvas saem já como traças adultas.
Tapetes, cortinas, estofados e até alimentos podem ser afetados, e a reposição desses itens costuma sair cara.
Os tipos de traça e o estrago de cada um

Você sabia? A traça adulta não come tecido. A função dela é se reproduzir. Quem causa os estragos são as larvas.
Algumas espécies aparecem com mais frequência dentro de casa, e cada uma deixa uma marca diferente:
- a larva da traça-de-roupa comum abre buracos irregulares nos tecidos;
- outra espécie de traça-de-roupa faz furos menores e de formato mais regular nas peças de vestuário;
- a larva da traça doméstica prefere materiais de origem animal, como penas e couro;
- a larva da traça branca doméstica ataca principalmente alimentos e, por isso, causa menos danos aos têxteis.
Por que elas aparecem no inverno
Quando o frio chega e tiramos cobertores e agasalhos guardados há meses, é comum descobrir que as traças estavam ali o tempo todo. Ambientes fechados, escuros e com pouca circulação de ar, como o fundo de armários, são perfeitos para elas.
Elas não surgem do nada: chegam ao imóvel em objetos, roupas, caixas e materiais que entram em casa sem que ninguém perceba. Em geral, os insetos chamados de traça pertencem a dois grupos bem diferentes.
Traças da família dos tineídeos
São aquelas que ficam presas às paredes dentro de uma pequena casca. Começam a vida como larvas, que se deslocam carregando esse invólucro, e depois viram pequenas mariposas. Enquanto são larvas, alimentam-se de algodão e lã, danificando roupas e tecidos.
Peixinhos-de-prata
Não têm asas e nunca viram mariposa, mas também causam prejuízo. Preferem locais úmidos e frescos, como porões e banheiros, e aparecem embaixo de camas, em estantes, prateleiras de armário e atrás de batentes, janelas e rodapés. Como se alimentam de celulose, estragam documentos, livros, revistas e até dinheiro, além de contaminar alimentos.
Como montar um plano contra as traças
- areje e limpe armários periodicamente, inclusive os cantos e prateleiras mais altas;
- guarde roupas limpas e secas, de preferência em embalagens fechadas;
- reduza a umidade de banheiros, porões e depósitos;
- inspecione caixas, livros e objetos antigos antes de guardá-los;
- ao notar furos, larvas ou casulos, separe as peças afetadas.
Como os esconderijos são muitos e nem sempre fáceis de encontrar, acabar com toda a infestação pode ser difícil. Nesses casos, a desinsetização — a popular dedetização — é a solução recomendada.
Controle de traças em Jundiaí e região
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